AUTOR: Francisco Barrios Marco, Fisioterapeuta

A magnetoterapia faz parte das terapias físicas usadas em Fisioterapia, e encontra-se dentro da electroterapia. É importante destacar que quando existe um predomínio do efeito eléctrico, pretendemos produzir estimulação sensitiva e motora e, portanto, modificações químicas nos tecidos do organismo. Noutras ocasiões, o componente predominante é o magnético. Quando o efeito magnético se aplica mediante impulsos de uma frequência regulável e dado que no nosso corpo se encontra uma grande quantidade de compostos químicos ionizados. A força magnética actuará sobre estes iões, moléculas e inclusivamente sobre o dipolo da água, reorientando-os e gerando movimento. É precisamente este efeito de deslocamento das cargas eléctricas que vai contribuir para acelerar o metabolismo, justamente nos tecidos sobre os quais aplicamos a magnetoterapia.

Os campos magnéticos actuam sobre o corpo humano conseguindo efeitos muito potentes e diversos:

  • Estímulo trófico do metabolismo do cálcio sobre o tecido ósseo. Estímulo trófico do metabolismo do cálcio sobre o tecido ósseo.
  • Efeito relaxante dos campos magnéticos sobre a fibra muscular devido a uma acção de equilíbrio sobre o sistema simpático-parassimpático. Tem múltiplas aplicações porque converte a magnetoterapia num antiespasmódico útil. Do mesmo modo que a facilitação do relaxamento da musculatura da fibra lisa e estriada vai actuar indirectamente facilitando a melhoria do risco sanguíneo por via do relaxamento da musculatura que regula a secção de arteríolas e vénulas, isto vai supor por adição uma melhor nutrição do tecido e um efeito anti-inflamatório local.
  • Efeito analgésico moderado mas eficaz que origina do efeito directo sobre as terminações nervosas, do efeito anti-inflamatório e do relaxamento que permite elevar o umbral da dor.