AUTOR: Francisco Barrios Marco, Fisioterapeuta

A magnetoterapia não é em muitas ocasiões a terapia de eleição no tratamento da epicondilite, mas usada de forma correcta resulta como uma terapia física electromagnética muito eficaz, por isso vamos recomendar o seu uso ao mesmo tempo que descrevemos a patologia em questão e outras alternativas de tratamento.

A epicondilite é um processo inflamatório do tendão de origem dos músculos de extensão da mão. Conhece-se popularmente como cotovelo de tenista devido ao facto de cerca de 50% dos praticantes deste desporto acabarem por sofrer esta lesão ao longo da sua carreira desportiva. Temos de destacar que é uma patologia muito comum entre outras profissões que exigem um intenso esforço das extremidades superiores.

A epicondilite manifesta-se com dor e esta mostra-se inclusivamente no estado de repouso. Ao realizar a extensão dorsal a dor aumenta, especialmente se resistimos ao movimento. Também aparece dor na palpação no epicôndilo sobre o tendão afectado.

O tratamento de fisioterapia requer em primeiro lugar repouso uma vez que se torna impossível a reabilitação se mantermos o nível de esforço que deu origem aos sintomas da lesão. Muito provavelmente o médico receitará calmantes e anti-inflamatórios. Podemos limitar a mobilidade com uma ligadura funcional que limite a prono-supinação do antebraço e a flexão/extensão da mão, após o tratamento imediato para aliviar a dor que geralmente consiste na aplicação de frio com compressas ou em forma de massagem local com um cubo de gelo. Após a intervenção inicial o tratamento de Fisioterapia consistirá:

  • Magnetoterapia de baixa frequência. A magnetoterapia actuará relaxando a musculatura, melhorando a circulação local, acelerando o trofismo e reduzindo a dor. A magnetoterapia produz um conjunto de efeitos que, actuando em uníssono, acelerará o processo de recuperação.
  • Ultrassons. Ultrasonoforese.
  • TENS analgésico.
  • Crioterapia
  • Alongamentos
  • Massagem
  • Radarterapia