AUTOR: Francisco Barrios Marco, Fisioterapeuta

A magnetoterapia supõe o uso de campos magnéticos de alta e baixa frequência para tratamento terapêutico. Faz parte do conjunto de terapias físicas que usamos em fisioterapia para colaborar de forma eficaz nos mais diversos processos de reabilitação.

Com a magnetoterapia obtemos resultados devido à agitação que provoca a nível iónico e molecular favorecendo assim a aceleração nos processos químicos do organismo. Ainda que os definamos de forma tão simples, os efeitos produzem-se a múltiplos níveis desde o celular ao orgânico.

Os campos magnéticos alcançam o interior do corpo humano até à profundidade em que se encontra o osso. O efeito piezoeléctrico e a geração de micro correntes neste tecido parecem ser os responsáveis pela estimulação dos osteosblastos e, portanto, pela regeneração do tecido ósseo.

Actualmente considera-se amplamente comprovado o efeito reabilitador da magnetoterapia nas fracturas e aconselha-se a sua utilização por um conjunto de razões:

  • A utilização dos campos magnéticos não apresenta apenas contra-indicações no tratamento das fracturas.
  • É uma das poucas técnicas de electroterapia capazes de alcançar profundidade suficiente para que seja eficaz.
  • Os equipamentos tanto de alta como de baixa frequência são económicos e fáceis de utilizar. A potência e o baixo peso convertem ainda numa magnetoterapia portátil acessível em tratamentos domiciliários.
  • Podem observar-se resultados objectivos por meio de densitometria óssea após 15 – 20 sessões, mas mesmo em muitas menos é possível começar a sentir de forma subjectiva uma sensível diminuição na percepção da dor e a inflamação.